ROUPAS VELHAS-ROUPAS NOVAS!!!

Oi Gentemmm...
Tudo bem por aí???
Por aqui tudo certo, domingão quente de um inverno que está começando, rsrsrs
E por falar em mudança de estação o que a gente pensa sempre? Vamos ver como estão as roupas de frio, tirar das gavetas, do ármario, colocar no sol, ver se as roupas das crianças "encolheram" (sempre encolhem, rsrsrs)... mas acredito que dessa vez será diferente, vamos olhar com novos olhos as nossas roupas "velhas"... hoje, por exemplo, estou usando um vestido de mangas, típico de meia estação que está no meu guarda-roupa há mais de 14 anos... hoje vesti como se fosse novo, e amei!!!
Essa época difícil nos trouxe algumas redescobertas.É claro que gosto de roupas novas, qual mulher não gosta? Mas vejo agora que tenho muiiiiita roupa, que poderia tranquilamente usar uma combinação diferente para cada dia do ano, sem comprar mais nada. 
Não estou dizendo que de agora em diante não comprarei mais nenhuma roupa, mas que redescobri peças que estavam abandonadinhas, peças lindas mas que eu achava "muito velhas" e acabava dando preferência às novas. Aliás, tenho duas peças, uma camisa e um vestido, que estão com etiqueta ainda... isso tudo me fez repensar.
Li um texto bonito do poeta Fabrício Carpinejar e trouxe para o Blog para compartilhar com vocês!!!
Só não concordo com a parte do "trapos", eu não me sinto assim e muita gente também não.
Me sinto no máximo "amarrotadinha!, rsrsrs
Beijos e um ótimo domingo para todos!!!

A QUARENTENA E O GUARDA-ROUPA TODO NOVO

Quando terminar a quarentena, todo mundo encontrará uma loja em seus cabides. Araras inéditas cantarão em seu quarto.
Como não saímos, as nossas melhores roupas atravessaram um providencial descanso para serem reaproveitadas. Vão parecer novas depois de meses guardadas. Faz tanto tempo que iremos curti-las como se nunca tivéssemos retirado a etiqueta.
Haverá um festival de cores e de estações acumuladas no emprego e nas saídas para as festas, bares e restaurantes.
Já superamos aquele ranço, aquele enjoo das combinações preferidas. Se antes não tolerávamos mais uma estampa pela excessiva ostentação, agora recuperaremos o valor das reestreias. Não faltará vontade de desfilar, as ruas se tornarão passarelas.
Pares de sapatos próximos da aposentaria voltarão ao mercado, figurinos a um passo do brechó assumirão um destaque na vitrine das mãos, casacos cansados dos nossos ombros recuperarão o sorriso dos botões.
É o idêntico processo de renovação que acontece com uma grávida, que não pode vestir parte de seu acervo pela gestação, e depois, quando nasce a criança, partilha a impressão que ganhou um enxoval inteiro para si. Recupera a calça que não servia mais, a blusa que ficava apertada, o vestido que não fechava o zíper. Recebe, de suas próprias gavetas, presentes inesperados pela mudança de fase.
Os únicos elementos do cotidiano que sofrerão baixas serão os pijamas, os abrigos, as camisolas, os calções e camisetas esportivas, que aqueceram o corpo na vida doméstica. Ninguém mais aguenta vê-los por perto. Nossos trajes de sono foram exigidos até a última costura. Envelheceram precocemente. Viraram trapos. Como os seus donos no isolamento.

Fabrício Carpinejar 

(Imagem/fonte: Graciosa Página)
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Comentários

  1. Oi Jane,
    Adorei o texto do Carpinejar. Por aqui estão faltando roupas de ficar em casa e tenho roupas que comprei antes da pandemia e ainda não usei... pelo jeito não vai ser neste ano que vou usar.
    Beijos

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